Associação vê erro no socorro à garota atacada por tubarão

Segundo o grupo, vítima deveria ser levada direto para o HR

por Elis Martins | ter, 23/07/2013 - 12:17
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Uma associação fundada por um homem vítima de ataque de tubarão afirma que houve erro na condução do caso de Bruna Gobbi, de 18 anos, mordida pelo animal na Praia de Boa Viagem nessa segunda-feira (22). 

A Associação das Vítimas de Ataques de Tubarão (Avituba) foi fundada no ano passado por Charles Heitor Barbosa, que perdeu as duas mãos em um incidente em 99. O grupo ainda não tem sede própria e é formado por advogados, médico, engenheiro de pesca e um ex-coronel do Corpo de Bombeiros.

Segundo o fundador da Avituba, houve erro ao levarem a garota para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). “Se você analisar o vídeo bem, colocaram a menina na areia e não colocaram enxerto no local”, explicou. 

Para ele, o Estado precisa tomar medidas rápidas para acabar com os ataques. “Tem que colocar as telas de proteção e o Sonar [espécie de sensor que emite ondas eletromagnéticas e afasta os tubarões]. Acho muita frieza por parte de um órgão dizer que foi culpa dela. Ela estava no raso e infelizmente foi arrastada pela correnteza”, concluiu. 

Esta é a mesma opinião do engenheiro de pesca, Bruno Pantoja, que também faz parte da associação. De acordo com Pantoja, os bombeiros acertaram no resgate, mas erraram nos primeiros socorros.” Tinha que ter gente na areia com um torniquete ali para ela não perder tanto sangue. Provavelmente se ela tivesse ido direto para o HR haveria chance de vida”, completou 

Ainda de acordo com o engenheiro, o ideal é que uma barreira física formada por tela rígida retrátil resistente revestida de PVC e com boias que emitem as ondas eletromagnéticas seja instalada da praia de Piedade até o Pina para evitar novos ataques. Este modelo, segundo ele, elaborado pelo Instituto Propesca não oferece risco aos animais nem a fauna. 

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